Cuidando de feridas

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Conceito e avaliação da ferida 

Avaliação 

A avaliação ocorre, em parte, para determinar as causas e fatores que podem afetar a integridade da pele e a cicatrização de feridas. A avaliação do paciente inclui história e estado de saúde atual (físico, emocional e estilo de vida); estado da pele (e ferida se aplicável); fatores ambientais, como status socioeconômico, cultura, ambiente de cuidado, acesso a serviços e fatores do sistema, como políticas governamentais, apoio e programas.1 

A capacidade para realizar avaliação de uma ferida é uma atribuição importante na para o enfermeiro e o médico.2 O uso de ferramentas de avaliação de risco e avaliação do paciente validadas e padronizadas é essencial não apenas para identificar o risco de integridade da pele alterada e fornecer termos de comunicação comuns, mas também para fornecer um modelo para tratamento ou tratamento preventivo. As ferramentas de avaliação do paciente discriminam os indivíduos com base em parâmetros que são projetados para prever a probabilidade ou risco de desenvolvimento futuro de um resultado (como uma lesão por pressão) ou para medir a quantidade de mudança que ocorre ao longo do tempo (como uma ferida cura).1 

 

Classificação  

As feridas podem ser classificadas como crônicas, agudas e pós-operatórias:2  

Feridas crônicas são descritas como as de longa duração ou de recorrência frequente. A grande maioria das feridas crônicas estão associadas às condições mais comuns em indivíduos mais velhos do que jovens, incluindo insuficiência venosa, pressão alta e diabetes mellitus. Os pacientes podem apresentar múltiplos fatores que afetam sua capacidade de cicatrizar as feridas.2,3 

Feridas Agudas são feridas que, em geral, respondem rapidamente ao tratamento e cicatrizam sem complicações. São elas: escoriações, lacerações, incisões cirúrgicas, cortes, traumas, dentre outras.1,2 

Feridas pós-operatórias são agudas intencionais que podem cicatrizar por primeira intenção, caso em que as bordas da pele são mantidas próximas, sendo usados, para tanto, suturas, grampos, fitas adesivas. Algumas feridas cirúrgicas são deixadas abertas para cicatrizarem por segunda intenção, geralmente a fim de permitir a drenagem de material infectado.1 

 

Classificação de acordo com a profundidade 

A perda de pele de espessura superficial envolve apenas a epiderme e pode se apresentar como uma abrasão ou bolha. A perda de espessura parcial da pele envolve a epiderme ou derme (ou ambas) e pode se apresentar como uma ferida rasa. A perda de espessura total da pele é o resultado de extensa destruição, necrose do tecido ou danos às estruturas subjacentes, como músculo, tendão ou osso e pode apresentar-se como uma cratera.3 A Figura 1 exemplifica essas profundidades. 

Figura 1  – Perda da pele de acordo com a profundidade. 

Fonte: Orsted HL, Keast DH, Forest-Lalande L, Kuhnke JL, O’Sullivan Drombolis D, Jin S, et al. Prevention and management of wounds. A Suppl Wound Care Canada, 2018. 

Localização da Ferida 

A localização de uma ferida deve ser observada na avaliação. Ela pode indicar problemas potenciais, como o risco de contaminação nas feridas da região sacral ou problema de mobilidade, causados por feridas nos pés. Outro aspecto é o fato de que uma cobertura pode permanecer no lugar mais facilmente em certas partes do corpo, mas não necessariamente em outras.1 

Mensuração da Ferida 

O tamanho e o formato de uma ferida alteram-se durante o processo de cicatrização. Nos estágios iniciais, à medida que os tecidos necrosados e ou esfacelos são removidos, a ferida parece aumentar de tamanho. Isso ocorre porque a real extensão estava mascarada por esses tecidos. O monitoramento do formato da ferida é importante para auxiliar  na seleção da cobertura, pois uma ferida com cavidade requer cobertura diferente daquela de uma ferida superficial. O método mais simples para mensurar uma ferida é medi-la em seu maior comprimento e largura, e se aplicável, medir também sua profundidade.1 O uso dos mesmos pontos de referência para determinar o tamanho,  melhora a confiabilidade e significância das medições.4   

Observe a figura 2. 

Figura 2 – Mensuração da ferida em comprimento, largura, profundidade e descolamento. 

Fonte: https://www.wikihow.com/Measure-Wounds 

Referências  

  1. Dealey C. Princípios gerais do tratamento de feridas. In: Editora Atheneu, ed. Cuidando de feridas – Um guia para as enfermeiras, 3 ed. 2008: 56. 
  2. Zhang L. Wound Repair and Healing in Older Adults. Encycl Gerontol Popul Aging 2019; 63: 1–7. 
  3. Orsted HL, Keast DH, Forest-Lalande L, et al. Prevention and management of wounds. A Suppl Wound Care Canada 2018; : 1–74. 
  4. Bates-jensen BM. Assesment of the patient with a wound. In: Wolters kluwer, ed. Wound Management. 2016: 51. 

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